domingo, 17 de julho de 2011

Meu coração se quebraria
Se já não fosse pó.
Se não fosse tudo vaidade
De um alguém qualquer
Que não sabe o que é ser só.
Um pássaro sem suas asas
E doido pra voar
É o que vejo no espelho.
E as lágrimas são fumaça,
A poeira das minhas emoções.
Por que dizer adeus é preciso?
Quem foi o tolo á dizer isso?
Quem não sente partir a alma
Todos os dias de manhã;
Quem não sente o ardor na garganta;
Quem não sente saudades
Do seu alguém amado.
Alguns dias me parece
Que o céu está de luto,
Olho pra cima e é tudo escuro
E no horizonte só há fumaça.
O que há para mim, então?
Saudade, saudade, saudade
Não sei explicar, só posso sentir.

{Luciana Sousa}

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