Esse silêncio todo me atordoa. Acostumei-me com as bombas e os tambores e agora é de noite, não há luzes, não há vozes. Só trovões que me assustam e depois o silêncio que é onde e quando tudo pode acontecer. Quero tua voz, nem que seja para dizer que eu não presto. Quero teu sorriso, mesmo que de longe, mesmo que não seja para mim. Quero olhar-te. Quero ter certeza de ti. Quero o impossível: juntar-me novamente à tua presença. E as perguntas? Tanta coisa à ser respondida, tantos mistérios que não vamos mais sondar. Caminhos imaginados por onde não podemos mais andar. E o que há de ser de mim sem teu colo, sem o refúgio dos teus braços para esconder-me? Poeira. É o que há sobre tudo. É o que somos, sobretudo.
{Luciana Sousa}
Grande Lu!! Que bonito!
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