Eu sou o quadro sujo
Pendurado em sua parede
Ou sem moldura e velho
Escondido em um baú
Você mal olha o meu desenho,
Me pendura na parede do porão.
Não tenho traços perfeitos
E meu autor nem é famoso.
Mas como todo bom quadro
Para muitos admiradores
Tenho valor inestimado
E só estou na parede errada.
A minha moldura está gasta e quebrada,
Minhas cores desbotadas;
Muitos tentam tirar minhas manchas
E poucos são os que entendem minhas marcas.
Mas se tirassem do próprio rosto
A poeira que pesa nos olhos
Veriam perfeitamente e amor teriam
Pela minha figura imperfeita.
{Luciana Sousa}
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
UMAS EXPLICAÇÕES
Galera, mudei o aspecto do blog por motivos estético e para facilitação, tanto da leitura, quanto de minha organização (que não tenho muita) para as postagens. Também arrumei a opção de comentários que no blog anterior não estava funcionando. Obrigada à todos pelas leituras e pela paciência de ler meus rabiscos... =D
Luciana Sousa
Luciana Sousa
domingo, 17 de julho de 2011
quando estrelas se esquecem de brilhar
Quando estrelas se esquecem de brilhar
E eu fico perdida, procurando a sua luz
Algo sutil que possa me guiar.
Olho pro mar e vejo ainda seu reflexo,
Um brilho, algo a me puxar;
Sempre na mesma direção,
Sempre um barco sem mar;
O brinco perdido de um par,
Um dançarino no salão sem dançar.
Hoje sou todo esse nada.
A chuva que não consegue molhar,
Fogo, incapaz de queimar.
E amanhã, o nada que sou
Será ainda maior.
{Luciana Sousa}
E eu fico perdida, procurando a sua luz
Algo sutil que possa me guiar.
Olho pro mar e vejo ainda seu reflexo,
Um brilho, algo a me puxar;
Sempre na mesma direção,
Sempre um barco sem mar;
O brinco perdido de um par,
Um dançarino no salão sem dançar.
Hoje sou todo esse nada.
A chuva que não consegue molhar,
Fogo, incapaz de queimar.
E amanhã, o nada que sou
Será ainda maior.
{Luciana Sousa}
Morrer é uma indescência. Você está ali, bem, e de repente, como num passe de mágicas, você não existe mais. Deus desligou o programa de TV em que você era o astro. E tudo que foi seu agora não pertence à ninguém. Teus segredos são revelados sem qualquer pudor. Tuas intimidades violadas sem nenhuma cerimônia. E aquela roupa nova, guardada pra festa de sábado, continuará no armário com todos os trapos que já tem até o seu cheiro. Morrer é uma indecência!
{Luciana Sousa}
Meu coração se quebraria
Se já não fosse pó.
Se não fosse tudo vaidade
De um alguém qualquer
Que não sabe o que é ser só.
Um pássaro sem suas asas
E doido pra voar
É o que vejo no espelho.
E as lágrimas são fumaça,
A poeira das minhas emoções.
Por que dizer adeus é preciso?
Quem foi o tolo á dizer isso?
Quem não sente partir a alma
Todos os dias de manhã;
Quem não sente o ardor na garganta;
Quem não sente saudades
Do seu alguém amado.
Alguns dias me parece
Que o céu está de luto,
Olho pra cima e é tudo escuro
E no horizonte só há fumaça.
O que há para mim, então?
Saudade, saudade, saudade
Não sei explicar, só posso sentir.
{Luciana Sousa}
Se já não fosse pó.
Se não fosse tudo vaidade
De um alguém qualquer
Que não sabe o que é ser só.
Um pássaro sem suas asas
E doido pra voar
É o que vejo no espelho.
E as lágrimas são fumaça,
A poeira das minhas emoções.
Por que dizer adeus é preciso?
Quem foi o tolo á dizer isso?
Quem não sente partir a alma
Todos os dias de manhã;
Quem não sente o ardor na garganta;
Quem não sente saudades
Do seu alguém amado.
Alguns dias me parece
Que o céu está de luto,
Olho pra cima e é tudo escuro
E no horizonte só há fumaça.
O que há para mim, então?
Saudade, saudade, saudade
Não sei explicar, só posso sentir.
{Luciana Sousa}
SOBRETUDO
Esse silêncio todo me atordoa. Acostumei-me com as bombas e os tambores e agora é de noite, não há luzes, não há vozes. Só trovões que me assustam e depois o silêncio que é onde e quando tudo pode acontecer. Quero tua voz, nem que seja para dizer que eu não presto. Quero teu sorriso, mesmo que de longe, mesmo que não seja para mim. Quero olhar-te. Quero ter certeza de ti. Quero o impossível: juntar-me novamente à tua presença. E as perguntas? Tanta coisa à ser respondida, tantos mistérios que não vamos mais sondar. Caminhos imaginados por onde não podemos mais andar. E o que há de ser de mim sem teu colo, sem o refúgio dos teus braços para esconder-me? Poeira. É o que há sobre tudo. É o que somos, sobretudo.
{Luciana Sousa}
{Luciana Sousa}
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Às vezes penso que meus olhos ainda estão fechados pela embriagues da noite anterior, mas eles não estão e dizer que sim seria uma mentira, ou talvez uma verdade inventada, como diria certa Clarice. Sabe, acho que quanto mais coisas fazemos menos conseguimos perceber o "tic-taquear" lento do relógio. Hoje abateu-se sobre mim uma profunda melancolia; eu ia usar a palavra tristeza, mas ela parece tão desgastada por coisas desimportantes que não soa mais adequada. Como dizia, hoje estou profundamente melancólica, eu sou uma pessoa difícil de se conviver; uns dias atrás uma amiga perguntou-me se eu acredito nas pessoas. Naquele momento não tive dúvidas, lógico que acredito, foi minha resposta, mas é que hoje essa resposta parece tão distante da verdade. Eu tenho um jeito estranho de acreditar porque de repente desacredito de tudo e num novo de repente volto a acreditar. Às vezes penso que devo ter uma dupla personalidade, deve ser o efeito de falar de mim mesma na terceira pessoa; como se eu fosse aquela que me olha de dentro do espelho ou que lê as palavras que minhas mãos escreveram, porque depois que escrevo nem parece mais que fui eu quem escreveu. Talvez eu não devesse mais assinar o que escrevo. Vai que a moça que mora dentro do espelho decide cobrar-me pelas palavras que ela pensa e minhas mãos escrevem. [...]
{Luciana Sousa}
{Luciana Sousa}
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Agora fica o silêncio pela casa,
Uma cadeira e sua poltrona, vazias.
O fantasma do seu riso.
Mas fica ainda um pedaço de você
Fica a parte mais bonita de viver.
A fotografia de um dia no parque,
O que a gente pode pintar de você.
É a melhor parte de nós
E o que ainda vamos ser.
Tua lembrança, o que sempre vamos ter.
{Luciana Sousa}
Uma cadeira e sua poltrona, vazias.
O fantasma do seu riso.
Mas fica ainda um pedaço de você
Fica a parte mais bonita de viver.
A fotografia de um dia no parque,
O que a gente pode pintar de você.
É a melhor parte de nós
E o que ainda vamos ser.
Tua lembrança, o que sempre vamos ter.
{Luciana Sousa}
sábado, 14 de maio de 2011
castelo
Ei! É você mesmo que estou chamando. Quer conhecer meu castelo? Ele tem muitas portas e janelas. Tem muitas salas diferentes e moram muitas pessoas dentro dele, mas é bem grande e cabe todo mundo, sem problemas; é um pouquinho bagunçado, tudo bem? Meu castelo fica bem perto daqui, eu nunca vou pra muito longe dele, embora às vezes, quando me dou conta estou distante e volto correndo. Tem até algumas goteiras lá, mas é bem aconchegante e a vista... ah, a vista, você vai se apaixonar pela vista. E tem também um jardim, grande e florido. O jardim é visitado por todos que moram no castelo e cada um, da sua maneira, cuida dele, é isso que o torna tão especial. O sorriso no rosto de quem o olha é adubo que faz florescer até as flores que se achavam mortas.
Bom, Se você quiser conhecer o meu castelo eu te levo lá, só que o muro é um pouco alto, então, vamos ter que pular, tudo bem pra você? Ah, já ia me esquecendo, meu castelo se chama Coração.
{Luciana Sousa}
Bom, Se você quiser conhecer o meu castelo eu te levo lá, só que o muro é um pouco alto, então, vamos ter que pular, tudo bem pra você? Ah, já ia me esquecendo, meu castelo se chama Coração.
{Luciana Sousa}
saudade
saudade é aquele veneno
que vai comendo o coração,
é brasa ardendo no peito
onde o fogo já queimou.
saudade é só de quem já amou,
mas não pertence à ninguém.
só quem sente sabe da dor,
do arder depois que o fogo apagou.
mas saudade de verdade
que a gente sente bem forte
é só por algo que nos foi tirado
e sentido arder ainda mais forte.
saudade é um membro amputado,
o olho cego de um par,
é o barco perdido no mar,
um pedaço de coração cortado.
{Luciana Sousa}
que vai comendo o coração,
é brasa ardendo no peito
onde o fogo já queimou.
saudade é só de quem já amou,
mas não pertence à ninguém.
só quem sente sabe da dor,
do arder depois que o fogo apagou.
mas saudade de verdade
que a gente sente bem forte
é só por algo que nos foi tirado
e sentido arder ainda mais forte.
saudade é um membro amputado,
o olho cego de um par,
é o barco perdido no mar,
um pedaço de coração cortado.
{Luciana Sousa}
sábado, 7 de maio de 2011
E abraçar seu corpo frio
Me faz, por um instante,
Acreditar que você vai voltar;
Que vai voltar pra mim.
Mera ilusão de quem ama.
Ama no presente um passado.
Faz surgir uma centelha de esperança
No abismo do vazio que me deixei
Pode parecer, mas sofrer
Não é mais escolha;
Acho até que já me acostumei.
Me acostumei a te esperar
Com o coração ainda quente,
Segurando suas mãos frias
Congeladas em uma fotografia,
Tão frias como o adeus
Ainda preso em nossas gargantas
Mais umas palavras que restaram sobre a mesa.
Coisas a dizer, jamais serão ditas.
{Luciana Sousa}
Me faz, por um instante,
Acreditar que você vai voltar;
Que vai voltar pra mim.
Mera ilusão de quem ama.
Ama no presente um passado.
Faz surgir uma centelha de esperança
No abismo do vazio que me deixei
Pode parecer, mas sofrer
Não é mais escolha;
Acho até que já me acostumei.
Me acostumei a te esperar
Com o coração ainda quente,
Segurando suas mãos frias
Congeladas em uma fotografia,
Tão frias como o adeus
Ainda preso em nossas gargantas
Mais umas palavras que restaram sobre a mesa.
Coisas a dizer, jamais serão ditas.
{Luciana Sousa}
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Chuva
Me apaixono pela chuva
Toda vez que a vejo
Escorregando desse céu imenso
Se pudesse a pegaria inteira
Antes que caísse,
Assim não me desesperaria
Com medo de que machuque,
Mas se assim fosse,
Tão bela, já não seria.
{Luciana Sousa}
Toda vez que a vejo
Escorregando desse céu imenso
Se pudesse a pegaria inteira
Antes que caísse,
Assim não me desesperaria
Com medo de que machuque,
Mas se assim fosse,
Tão bela, já não seria.
{Luciana Sousa}
terça-feira, 29 de março de 2011
Ilusionista
Se o amor é ilusão
Eu quero ser ilusionista
Se o amor é ilusão
Quero ser do tamanho
Do meu coração
Quero andar no teto
Da torre mais alta
De um castelo de areia
Construir uma cidade de papel
Quero noites eternas
E te amar em todas elas
Quero dias infinitos
Pra viver o amor mais bonito
E se o amor
É somente uma ilusão
Serei o maior ilusionista
E preencherei de amor
O teu coração.
{Luciana Sousa}
Eu quero ser ilusionista
Se o amor é ilusão
Quero ser do tamanho
Do meu coração
Quero andar no teto
Da torre mais alta
De um castelo de areia
Construir uma cidade de papel
Quero noites eternas
E te amar em todas elas
Quero dias infinitos
Pra viver o amor mais bonito
E se o amor
É somente uma ilusão
Serei o maior ilusionista
E preencherei de amor
O teu coração.
{Luciana Sousa}
domingo, 20 de março de 2011
Diz-se o que é
O que serão esses rabiscos em minha parede?
É loucura! Responderá o Louco.
Tolice! Gritarão os tolos.
É apenas tristeza. Chorará o triste.
Sabedoria. Dirá o sábio.
E eu não sei porque dizem isso.
Não, eu não sei.
E a janela do meu quarto
Parece o quadro de um mundo abstrato.
Poesia?! Não. É Amor!
Escreverá o Poeta.
{Luciana Sousa}
É loucura! Responderá o Louco.
Tolice! Gritarão os tolos.
É apenas tristeza. Chorará o triste.
Sabedoria. Dirá o sábio.
E eu não sei porque dizem isso.
Não, eu não sei.
E a janela do meu quarto
Parece o quadro de um mundo abstrato.
Poesia?! Não. É Amor!
Escreverá o Poeta.
{Luciana Sousa}
domingo, 13 de março de 2011
moeda de sombras
Eu já matei e já morri
Fiz de tudo pra viver
Tudo que pude por você
Eu conheci os dois lados da moeda
Antes de saber pra onde ir
E foi tentando me encontrar
Que realmente me perdi
Depois de fazer planos
Percebi que não queria ir
Fui em frente muitos anos
Mas voltei pra poder seguir
Trago comigo o que vi
Todo o imaginário que construí
Faz parte do abismo que há em mim
Agora, me completo com o fim
Surge sempre uma estrada mais escura
E a luz que procuro
Está na sombra que carrego em mim
Há outra metade que não é abismo
É luz e é espelho
E faz eu ser
O lado da moeda que escolhi.
Fiz de tudo pra viver
Tudo que pude por você
Eu conheci os dois lados da moeda
Antes de saber pra onde ir
E foi tentando me encontrar
Que realmente me perdi
Depois de fazer planos
Percebi que não queria ir
Fui em frente muitos anos
Mas voltei pra poder seguir
Trago comigo o que vi
Todo o imaginário que construí
Faz parte do abismo que há em mim
Agora, me completo com o fim
Surge sempre uma estrada mais escura
E a luz que procuro
Está na sombra que carrego em mim
Há outra metade que não é abismo
É luz e é espelho
E faz eu ser
O lado da moeda que escolhi.
{Luciana Sousa}
segunda-feira, 7 de março de 2011
Menina
Eu conheço bem o teu medo, menina
É medo que meu coração já sentiu
E até falar de medo, dá medo
Só que eu preciso confessar
Menina, o medo vai passar.
Teus olhos são de quem sabe da luta
E nem o medo te faz fracassar
Menina, sinto bater em meu peito
Cada soluço frio do teu coração
E quando tens medo, há descompasso.
Menina, menina, deixa te proteger
Todos têm medo, alguns sem porquê
Mas menina, deixa-te proteger
Pega na mão, estendida à você
Menina, eu vou te proteger.
E pode não querer, não saber
Pode até desconversar e mentir
Mas você, menina, não sabe me enganar
Pois meu coração é um castelo
No qual vai sempre morar.
{Luciana Sousa}
É medo que meu coração já sentiu
E até falar de medo, dá medo
Só que eu preciso confessar
Menina, o medo vai passar.
Teus olhos são de quem sabe da luta
E nem o medo te faz fracassar
Menina, sinto bater em meu peito
Cada soluço frio do teu coração
E quando tens medo, há descompasso.
Menina, menina, deixa te proteger
Todos têm medo, alguns sem porquê
Mas menina, deixa-te proteger
Pega na mão, estendida à você
Menina, eu vou te proteger.
E pode não querer, não saber
Pode até desconversar e mentir
Mas você, menina, não sabe me enganar
Pois meu coração é um castelo
No qual vai sempre morar.
{Luciana Sousa}
Olhares perdidos no escuro
Dizendo adeus
Sem que possamos ver
Gestos perdidos no vazio
Querendo dizer algo
Que não podemos entender
Amores se perdendo sem porquê
Nos provando que histórias felizes
Também chegam ao fim
Segundos intermináveis de saudade
Vâ tentativa de matar
Um infinito querendo se prolongar.
{Luciana Sousa}
Dizendo adeus
Sem que possamos ver
Gestos perdidos no vazio
Querendo dizer algo
Que não podemos entender
Amores se perdendo sem porquê
Nos provando que histórias felizes
Também chegam ao fim
Segundos intermináveis de saudade
Vâ tentativa de matar
Um infinito querendo se prolongar.
{Luciana Sousa}
Você não pode entender o meu amor
Só o poderá compreender
Quando deixar de contar as ondas do mar
Ou as gotas de chuva que caem sobre nós.
Deixe-se viver, preocupe-se amanhã.
Despreocupe-se sem porquê.
É impossível contar as ondas do mar,
Após a que você pula outra sempre virá.
É impossível beber todas as gotas da chuva
Uma delas, no chão sempre caíra.
É impossível seguir o vento
Você sempre se perderá.
{Luciana Sousa}
Só o poderá compreender
Quando deixar de contar as ondas do mar
Ou as gotas de chuva que caem sobre nós.
Deixe-se viver, preocupe-se amanhã.
Despreocupe-se sem porquê.
É impossível contar as ondas do mar,
Após a que você pula outra sempre virá.
É impossível beber todas as gotas da chuva
Uma delas, no chão sempre caíra.
É impossível seguir o vento
Você sempre se perderá.
{Luciana Sousa}
sábado, 5 de março de 2011
Olho a minha vida lá na frente e tremo.
Tremo de medo, assumo.
Medo de um dia acordar
E ver-me perguntando:
'-O que fiz da minha vida?'
'-Que é que estou fazendo aqui?'
É medo da certeza de que o trem passou
E eu fiquei na estação.
Sabe?! Eu até gosto da estação,
Mas não se pode viver nela para sempre,
Em algum momento é preiso pegar o trem.
Ou então jogar-se na frente dele
Para evitar chegar à outra estação.
Não vale à pena, melhor é entrar,
Relaxar e curtir a paisagem.
{Luciana Sousa}
Tremo de medo, assumo.
Medo de um dia acordar
E ver-me perguntando:
'-O que fiz da minha vida?'
'-Que é que estou fazendo aqui?'
É medo da certeza de que o trem passou
E eu fiquei na estação.
Sabe?! Eu até gosto da estação,
Mas não se pode viver nela para sempre,
Em algum momento é preiso pegar o trem.
Ou então jogar-se na frente dele
Para evitar chegar à outra estação.
Não vale à pena, melhor é entrar,
Relaxar e curtir a paisagem.
{Luciana Sousa}
Ser poeta
Não é a mentira
O maior problema do poeta
Seu maior pecado
É acreditar
Nas mentiras que conta.
E sentir a dor
Quando só deveria fingi-la.
Ser poeta é quase uma doença
Para a qual não existem
Curas e nem remédios.
Ser poeta é querer sofrer,
Olhar o mundo pelos olhos da alma.
Sentir um grande amor
E não saber amar.
Sentir a dor mais forte
E sobre ela poetar.
{Luciana Sousa}
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Só Amor
Um amor sem vaidades,
sem segredos, sem mentiras.
Um amor de liberdades,
de prazer, de vontades.
Um amor que seja só amor.
Que não precise ser enganado.
E não se faça enganar.
Um amor que se baste,
Que não acabe.
Amor que o tempo não abale.
Um amor que seja só amor.
{Luciana sousa}
sem segredos, sem mentiras.
Um amor de liberdades,
de prazer, de vontades.
Um amor que seja só amor.
Que não precise ser enganado.
E não se faça enganar.
Um amor que se baste,
Que não acabe.
Amor que o tempo não abale.
Um amor que seja só amor.
{Luciana sousa}
Poesia no Café
Um copo de café sobre a mesa
Um papel rabiscado sob o café
Palavras vazias pra me transbordar
Qualquer poesia pra me fazer chorar
E um sonho de amor
Que me permita acordar
Abrir os olhos e sentir o sol
Fechar-me em mim mesma
Pra curtir esse som
Fechar-me para o mundo
Não é mais solução
Não é desculpa aceita pelo meu coração
Escorre lágrimas dos meus olhos
Olhos calejados que o tempo esconde
Esconde os calos e as lágrimas
E eu me esconde no silêncio
No café derramado sobre a poesia
Nas minhas palavras vazias.
{Luciana Sousa}
Desconhecido dono de tudo
Quem é você que se acha no direito de dizer se as coisas realmente valem a pena ou não? Por que achas que tem tamanho poder sobre tudo? Ninguém sequer lhe entende. Ninguém lhe tem para si. Todos lhe perdem em algum momento. E você, Senhor da Razão, se acha no direito de durar ou não, conforme sua vontade. Acha que temos de viver dando-lhe ouvidos, lhe esperando. Mas você, Tempo, só domina quem não lhe domina!
{Luciana Sousa}
{Luciana Sousa}
Minhas Pegadas em Você
Ando pelas ruas desertas
Sem relógio, celular, sem futuro
Não conto as quadras
Pra me perder na distância
Olho os desenhos das nuvens
E todos tem seu rosto
Olho pro chão pra não te ver
E todas as minhas pegadas
Foram feitas por você,
Por nossa história.
Ainda com tudo isso,
Quando me vejo morrendo
De fome, frio ou medo,
Com uma faca ainda em meu peito
Só consigo desejar o seu abraço
Cair de vez em seus braços
Nem que para o último suspiro
Ser para sempre seu.
{Luciana Sousa}
Um Vento Em Mim
Sou como o vento: vou para todas as direções, não escolho apenas um rumo, acaricio a pele quente dos mortais e a pele fria dos deuses, beijo as faces... Levo muitas coisas para longe, mas trago outras tantas para perto. Não sou egoísta, não fico com nada para mim. Por jamais possuir um rumo ou uma certeza, ter todos os caminhos, as curvas, as estradas, os acostamentos, a sombra das árvores e o barulho das ondas, não posso pedir à ninguém que me acompanhe, seria egoísmo e egoísta eu não sou. O único que pôde um dia me acompanhar foi o tempo. Mas é regrado demais para mim que possuo tantas escolhas e nenhuma regra. Eu vou, volto, fico, avanço, corro, me escondo, fujo, vivo. Vivo! Eu vivo. E há uma parcela de solidão em minha alma. Ou uma parcela de alma em minha solidão?
{Luciana Sousa}
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
SINGELA DESPEDIDA
Amigo meu, estou com muita saudade de você. De você, que gosto imensamente; nem sei quanto é isso, mas sei que é muito porque quase nem cabe tanto gostar em meu peito. Se um dia voltares seus olhos para o lado e eu não estiver lá, olhe para o céu, pois estarei lá olhando os seus passos. E se acaso não me encontrares no céu, então volte os olhos para o chão que lá me encontrarás, pois estarei fazendo-me de tapete para que não machuques seus pés nos caminhos árduos que poderão surgir. A maior tristeza do frágil ser humano é a despedida, gostaria não ter que despedir-me jamais de um amigo, mas é preciso andar pelos caminhos que se vislumbram no horizonte e, muitas vezes, os caminhos serão diferentes, mas mesmo que distantes e para rumos diferentes, amigos, caminhamos juntos.
{Luciana Sousa}
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