Sou como o vento: vou para todas as direções, não escolho apenas um rumo, acaricio a pele quente dos mortais e a pele fria dos deuses, beijo as faces... Levo muitas coisas para longe, mas trago outras tantas para perto. Não sou egoísta, não fico com nada para mim. Por jamais possuir um rumo ou uma certeza, ter todos os caminhos, as curvas, as estradas, os acostamentos, a sombra das árvores e o barulho das ondas, não posso pedir à ninguém que me acompanhe, seria egoísmo e egoísta eu não sou. O único que pôde um dia me acompanhar foi o tempo. Mas é regrado demais para mim que possuo tantas escolhas e nenhuma regra. Eu vou, volto, fico, avanço, corro, me escondo, fujo, vivo. Vivo! Eu vivo. E há uma parcela de solidão em minha alma. Ou uma parcela de alma em minha solidão?
{Luciana Sousa}
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