Quando estrelas se esquecem de brilhar
E eu fico perdida, procurando a sua luz
Algo sutil que possa me guiar.
Olho pro mar e vejo ainda seu reflexo,
Um brilho, algo a me puxar;
Sempre na mesma direção,
Sempre um barco sem mar;
O brinco perdido de um par,
Um dançarino no salão sem dançar.
Hoje sou todo esse nada.
A chuva que não consegue molhar,
Fogo, incapaz de queimar.
E amanhã, o nada que sou
Será ainda maior.
{Luciana Sousa}
domingo, 17 de julho de 2011
Morrer é uma indescência. Você está ali, bem, e de repente, como num passe de mágicas, você não existe mais. Deus desligou o programa de TV em que você era o astro. E tudo que foi seu agora não pertence à ninguém. Teus segredos são revelados sem qualquer pudor. Tuas intimidades violadas sem nenhuma cerimônia. E aquela roupa nova, guardada pra festa de sábado, continuará no armário com todos os trapos que já tem até o seu cheiro. Morrer é uma indecência!
{Luciana Sousa}
Meu coração se quebraria
Se já não fosse pó.
Se não fosse tudo vaidade
De um alguém qualquer
Que não sabe o que é ser só.
Um pássaro sem suas asas
E doido pra voar
É o que vejo no espelho.
E as lágrimas são fumaça,
A poeira das minhas emoções.
Por que dizer adeus é preciso?
Quem foi o tolo á dizer isso?
Quem não sente partir a alma
Todos os dias de manhã;
Quem não sente o ardor na garganta;
Quem não sente saudades
Do seu alguém amado.
Alguns dias me parece
Que o céu está de luto,
Olho pra cima e é tudo escuro
E no horizonte só há fumaça.
O que há para mim, então?
Saudade, saudade, saudade
Não sei explicar, só posso sentir.
{Luciana Sousa}
Se já não fosse pó.
Se não fosse tudo vaidade
De um alguém qualquer
Que não sabe o que é ser só.
Um pássaro sem suas asas
E doido pra voar
É o que vejo no espelho.
E as lágrimas são fumaça,
A poeira das minhas emoções.
Por que dizer adeus é preciso?
Quem foi o tolo á dizer isso?
Quem não sente partir a alma
Todos os dias de manhã;
Quem não sente o ardor na garganta;
Quem não sente saudades
Do seu alguém amado.
Alguns dias me parece
Que o céu está de luto,
Olho pra cima e é tudo escuro
E no horizonte só há fumaça.
O que há para mim, então?
Saudade, saudade, saudade
Não sei explicar, só posso sentir.
{Luciana Sousa}
SOBRETUDO
Esse silêncio todo me atordoa. Acostumei-me com as bombas e os tambores e agora é de noite, não há luzes, não há vozes. Só trovões que me assustam e depois o silêncio que é onde e quando tudo pode acontecer. Quero tua voz, nem que seja para dizer que eu não presto. Quero teu sorriso, mesmo que de longe, mesmo que não seja para mim. Quero olhar-te. Quero ter certeza de ti. Quero o impossível: juntar-me novamente à tua presença. E as perguntas? Tanta coisa à ser respondida, tantos mistérios que não vamos mais sondar. Caminhos imaginados por onde não podemos mais andar. E o que há de ser de mim sem teu colo, sem o refúgio dos teus braços para esconder-me? Poeira. É o que há sobre tudo. É o que somos, sobretudo.
{Luciana Sousa}
{Luciana Sousa}
Assinar:
Comentários (Atom)