domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Falar no plural, ou escrever, me dá a falsa certeza de não estar só."

{Luciana Sousa}
"Agora sinto o silêncio que paira sobre nós
Silêncio de quando não há mais palavras,
Pois não importa mais o vazio que elas carregam.
Sinto o peso do passado em meus ombros
Como se houvesse algum culpado entre nós
Eu, você, o tempo e uma bela história."

{Luciana Sousa}

Só Amor

Um amor sem vaidades,
sem segredos, sem mentiras.
Um amor de liberdades,
de prazer, de vontades.
Um amor que seja só amor.
Que não precise ser enganado.
E não se faça enganar.
Um amor que se baste,
Que não acabe.
Amor que o tempo não abale.
Um amor que seja só amor.

{Luciana sousa}

Poesia no Café

Um copo de café sobre a mesa
Um papel rabiscado sob o café
Palavras vazias pra me transbordar
Qualquer poesia pra me fazer chorar
E um sonho de amor
Que me permita acordar
Abrir os olhos e sentir o sol
Fechar-me em mim mesma
Pra curtir esse som
Fechar-me para o mundo
Não é mais solução
Não é desculpa aceita pelo meu coração
Escorre lágrimas dos meus olhos
Olhos calejados que o tempo esconde
Esconde os calos e as lágrimas
E eu me esconde no silêncio
No café derramado sobre a poesia
Nas minhas palavras vazias.
{Luciana Sousa}
"Felicidade é quando poderíamos escolher qualquer lugar do mundo para estar, entretanto o único lugar que queremos estar é o lugar em que estamos."


{Luciana Sousa}
"É como se nascessemos com uma porção de cordões presos em nós, tornando-nos marionetes, mas que mãos seguram os meus cordões??"

{Luciana Sousa}

Desconhecido dono de tudo

Quem é você que se acha no direito de dizer se as coisas realmente valem a pena ou não? Por que achas que tem tamanho poder sobre tudo? Ninguém sequer lhe entende. Ninguém lhe tem para si. Todos lhe perdem em algum momento. E você, Senhor da Razão, se acha no direito de durar ou não, conforme sua vontade. Acha que temos de viver dando-lhe ouvidos, lhe esperando. Mas você, Tempo, só domina quem não lhe domina!


{Luciana Sousa}

Minhas Pegadas em Você

Ando pelas ruas desertas
Sem relógio, celular, sem futuro
Não conto as quadras
Pra me perder na distância
Olho os desenhos das nuvens
E todos tem seu rosto
Olho pro chão pra não te ver
E todas as minhas pegadas
Foram feitas por você,
Por nossa história.
Ainda com tudo isso,
Quando me vejo morrendo
De fome, frio ou medo,
Com uma faca ainda em meu peito
Só consigo desejar o seu abraço
Cair de vez em seus braços
Nem que para o último suspiro
Ser para sempre seu.
{Luciana Sousa}

Um Vento Em Mim

Sou como o vento: vou para todas as direções, não escolho apenas um rumo, acaricio a pele quente dos mortais e a pele fria dos deuses, beijo as faces... Levo muitas coisas para longe, mas trago outras tantas para perto. Não sou egoísta, não fico com nada para mim. Por jamais possuir um rumo ou uma certeza, ter todos os caminhos, as curvas, as estradas, os acostamentos, a sombra das árvores e o barulho das ondas, não posso pedir à ninguém que me acompanhe, seria egoísmo e egoísta eu não sou. O único que pôde um dia me acompanhar foi o tempo. Mas é regrado demais para mim que possuo tantas escolhas e nenhuma regra. Eu vou, volto, fico, avanço, corro, me escondo, fujo, vivo. Vivo! Eu vivo. E há uma parcela de solidão em minha alma. Ou uma parcela de alma em minha solidão?
{Luciana Sousa}