eu que pensei ter distribuído
tanto de minha luz
vejo agora que ela se apaga
olho o horizonte e a vejo sumindo
é uma luz tênue
e no meio do caminho
a luz vai diminuindo
apagando, mingua na escuridão
no medo e na aflição
na angústia das coisas interminadas
eu que pensei seguir
pelo caminho correto
olho o horizonte
e vejo o caminho acabar
cresce o desespero
que ninguém via em mim
é na aflição e no medo
que está o abrigo mais próximo
a escuridão os cerca
e eu não quero ir.
{Luciana Sousa}
domingo, 11 de julho de 2010
minha hora
Tem tanta coisa que eu ainda não ouvi dizer.
Morte, não me leve ainda. Vamos viver!
Morte, eu não estou pronta pra partir.
Não arrumei as minhas malas;
Nem pus o lixo para fora;
Eu ainda não me despedi da minha família;
Eu ainda não me despedacei,
Por um sonho ou grande amor;
Eu não escrevi um livro, não pisei na lua;
Não vi o meu filho crescer, nem o fim do mundo;
Não escalei uma montanha.
Eu nunca vi um disco voador,
Nem rezei diante ao Papa.
Eu não presenciei um milagre.
Eu nunca deixei de acreditar
Que tudo pode sempre melhorar.
Mas Morte, não me leve daqui!
Não quero dançar a última música com você,
Não quero pensar que o fim veio cedo,
Não quero acreditar que deixarei de existir.
Eu vou viver! Morte, eu não vou com você!
{Luciana Sousa}
Morte, não me leve ainda. Vamos viver!
Morte, eu não estou pronta pra partir.
Não arrumei as minhas malas;
Nem pus o lixo para fora;
Eu ainda não me despedi da minha família;
Eu ainda não me despedacei,
Por um sonho ou grande amor;
Eu não escrevi um livro, não pisei na lua;
Não vi o meu filho crescer, nem o fim do mundo;
Não escalei uma montanha.
Eu nunca vi um disco voador,
Nem rezei diante ao Papa.
Eu não presenciei um milagre.
Eu nunca deixei de acreditar
Que tudo pode sempre melhorar.
Mas Morte, não me leve daqui!
Não quero dançar a última música com você,
Não quero pensar que o fim veio cedo,
Não quero acreditar que deixarei de existir.
Eu vou viver! Morte, eu não vou com você!
{Luciana Sousa}
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