sexta-feira, 11 de junho de 2010

melodia da morte

Se o vento chorar em silêncio
Suas lágrimas cairão com dor
O canto tenebroso e silencioso
É também triste e sem fim
O abraço da morte se aproxima
Seus anjos entoam a mesma canção
Seus dedos frios tocam a pele
Que em silêncio pede perdão

A alma que quer seguir a luz
Só enxerga trevas
Os ouvidos não ouvem
E os olhos não poderiam ver
O que está além das trevas
Além do caminho da luz
Ver a própria luz que nasce das trevas
Ver a alma renascer

A noite carrega o meu sorriso
Para um poço profundo
É dentro do escuro e no silêncio
Que encontro o vazio
E se a luz disser-me
Que o amor é em vão
Em vão será amar
A escuridão, o vazio e a luz

Será inútil olhar a noite
Se o brilho da lua
Não fizer parte do vazio
Como é inútil ter alma
Quando está ela presa ao escuro
As trevas dominam meu pesar
E tão pesaroso é ver a luz
E não sentir a alma cantar

Agora, deito-me no véu da noite
Pois é ela que me deixa ver
Que não me nega a luz
Pois é ela que não nega as trevas
E mesmo que os anjos da morte
Continuem a cantar sua melodia
E a vida continue a dançar
Eu não posso nada além de amar

{Luciana Sousa}

um alguém

Preciso de alguém pra
Segurar a minha mão,
Pra me abraçar apertado
E dizer “tudo bem”,
Pra sorrir um riso despreocupado.
Alguém que me faça promessas
Sem medo de não cumprí-las
E que as cumpra por puro prazer.
Preciso de uma voz suave e firme
A me contar histórias felizes
Alguém que carregue sonhos no olhar
Que me traga paz
Mas que não desista de lutar
Preciso de alguém
Com quem eu possa ser sincera
Que não minta para mim,
À não ser que necessário,
Alguém que erre e assuma
Ou capaz de negar sem ferir
Preciso de alguém que, acima de tudo,
Ame incondicionalmente à mim.

{Luciana Sousa}

Droga de Amor

Você é minha droga favorita.
Tornou-se um vício ver-te.
E sou tão dependente
Que chego em casa e,
Não satisfeita do tempo
Em que estivemos juntos,
Necessito ainda ver-te em fotografias.
Amor é uma palavra vaga
Para designar a importância
Que tens para mim.
Quero injetar-me de tua companhia.
Sem abstinências.
{Luciana Sousa}